quinta-feira, 20 de março de 2008

Eu-Alice: o 'meu' País das Maravilhas


Prólogo

Uma estória em três capítulos... O conto de Lewis Carroll - a despeito da categoria "infantil - pode ser considerado um dos mais ricos já contados! É como um "chute" no nosso frágil senso de realidade. É o pensamento exposto em sua plena desordem, é o nosso... "infinito particular" (depois de meia-hora de tentativas com sinônimos, desisto: não há nenhuma construção tão rica de sentido, obrigada Lispector).
Enfim... é uma lógica quase matemática sob um aspecto quase infantil...
Pura filosofia!

Capítulo I - Perseguindo Coelhos em um Mundo Maluco
...Quando devemos entender que o coelho simboliza nossas frágeis escolhas e o mundo maluco é apenas... o mundo!

"Se as coisas pudessem ser como eu quero, tudo seria diferente: o que é não seria e o que não fosse, acabaria sendo..."

Persigo um coelho que brada aos quatro ventos que está atrasado, quando na verdade não se deu conta que o relógio está parado! Não sei bem para onde ele vai, nem exatamente onde quer chegar, mas o sigo... e apenas sei que se quiser alcançá-lo preciso correr!
De repente me vejo no mundo onde o que não é, é e o que é, não é: mas não era bem o que eu imaginava! Definitivamente, não tenho controle sobre esse mundo! Vivo altos e baixos e acabo me afogando em minhas próprias lágrimas de uma maneira quase inimaginavelmente literal.
Me sinto por vezes perdida, confusa e tão diferente de tudo e de todos... Acabo sendo obrigada a ser tantas diferentes em uma só que, volta e meia, preciso parar para tentar me lembrar de quem sou - e não tenho lá tanto êxito.
Não raro perco o sr. Coelho de vista... e me lembro
das tantas coisas importantes que deixei para trás para seguí-lo e me parece tudo tão longe...
Não sei se volto ou se continuo... o que valerá a pena?
A multiplicidade de caminhos num mundo que para mim parece cada vez mais maluco...

"Quando não se sabe para onde vai... pouco importa que caminho escolher"


TO BE CONTINUED...

segunda-feira, 10 de março de 2008

Feliz Dia das Meninas!!!

Sim! Feliz dia das Meninas...

Porque mesmo com 100 anos tem alma, sorriso e sonho de menina!
Passa todo o tempo a observar a vida com os olhos curiosos de quem descobre o mundo, com expectativa de um pirulito colorido!!!
Agrega tamanha multiplicidade de funções com a naturalidade de quem não conhece outra maneira...
Responsável por abrigar o mundo... por vontade, mesmo que jamais o perceba!

É mãe mesmo não tendo filhos, é companheira mesmo sem contratos, é irmã sem qualquer laço de sangue.

Frágil quando um amigo querido chora e suscita um enorme sentimento de impotência, quando na verdade não percebe que seu colo é melhor que qualquer combinação methiolate + band-aid que já inventaram!
Forte mesmo quando acredita que não terá mais forças...

Sensual ainda que pura, pura ainda que lasciva...

Tem o poder de alcançar o que quer que seja, mas se limita fazer outras pessoas felizes...

Sabe que pena pode ser um sentimento cruel, mas que compadecer-se pode salvar uma alma...

Luta, sofre, chora... e, no fim das contas, um beijo estalado, uma gargalhada despretenciosa, um carinho cor-de-rosa salvam o dia e não precisa nem chamar a liga da justiça.

O mundo tem razão... mulheres não são iguais aos homens:
São um mundo à parte!
Sexo frágil ou forte, mulher ou menina... tanto faz!
Para que tentar entender? Mulheres são o mais belo paradoxo de que se tem notícia!
Não somos complicadas, somo complexas... é bem diferente!!!


Não tente entender... Apenas nos ame!!!




segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

E quem disse que futebol não se discute?

A opinião "quase" isenta de uma rubro-negra

Último domingo de fevereiro:
Macaranã lotado!!! Com todo respeito à saudosa gávea: o Maracanã é, sem dúvida, a casa rubro-negra, basta olhar os números astronômicos que norteam as bilheterias em finais como a de ontem.

Como tudo o que envolve um time que, por ter, isolada, a maior torcida do Brasil - contrariando aqui o presidente do Corinthians que insiste em dizer que falta pouco para alcançar a posição - além de se tratar de uma final, foi de fato bastante polêmica, desde antes do início até bem depois do fim: um jogo que "deu o que falar"! Mas o que poderíamos esperar de uma decisão que envolve um time que depois de quase rebaixado no ano passado, acaba em terceiro lugar no campeonato nacional e outro time que, depois de enfrentar a "série B" em 2003, pode contar com o bom e árduo trabalho do presidente Bebeto que, desde então, assume o clube e parece ressucitá-lo aos poucos?

A torcida de um lado, rubro-negra e do outro, em menor escala, alvi-negra assistiu à um jogo nada estático, com muitos lances de emoções contraditórias. Ao final: choro de um lado e "dança do créu" do outro.

Choro alvi-negro pela suposta arbitrariedade do árbitro... cômico?

Ironias à parte, a única injustiça que, de fato, merece comentários, foi a expulsão do jogador Zé Carlos, do Botafogo, que apenas tentou evitar que a exaltação de Souza e Castillo chegasse, como dizem, às vias de fato! Nada inteligente a atitude do atacante rubro-negro em tentar tirar a bola das mãos do goleiro adversário, afinal o jogo estava empatado, mesmo no caso de uma decisão por pênaltis, o clube conta com um excelente goleiro... provocar - ou aceitar provocação - pra quê? Futebol tem que ser espetáculo de talento e competência e não de machões que querem demarcar território. Aviso aos navegantes: era da pedra já passou - e olhe que faz um tempinho já!

Quanto aos demais lances, existiram erros que vão desde a falta marcada erroneamente favorecendo o flamengo depois de uma encenação digna de Hollywood de Leo Moura até a quase contusão provocada por Ferrero em Cristian: cartão vermelho? Não! O jogo apenas... segue!
(Link para os lances polêmicos ao final do post)

O Flamengo só conseguiu mesmo fazer a diferença com o gol que redimiu de vez o atacante Tardelli com a torcida que o idolatrou pelo belíssimo gol! Até curva a bola fez! Neste, não fazia a mínima diferença qualquer questão de arbitragem.

E, nos acréscimos, duas bolas que poderiam ser decisivas para um empate do Botafogo foram perdidas: na trave ou na bicicleta mal-sucedida - que hoje seria vista nos programas de esportes descrita como "gol feito", mas que ninguém fez!

Algum erro de arbitragem aqui? Não! Apenas a prova do que as pessoas insistem em não perceber: Futebol não é sorte: é competência! O resto é conversa pra boi dormir!
Parabéns à toda a nação Rubro-Negra por mais essa vitória!
Lembrando que: "todo mundo torce para o Flamengo - alguns contra, outros a favor - mas todos torcem".
Todos os nossos títulos são colocados à prova, até mesmo quando em acordos como o do Clube dos Treze (todos sabem o acordo e o título referido), o qual só foi honrado enquanto foi conveniente.
Por isso os questionamentos não tiram a voz de uma torcida que declara:

"Tu és um time de tradição, raça, amor e paixão! Oh! Meu mengooo! Eu sempre te amarei, onde estiver, estarei! Oh meu Mengo!"




lances polêmicos:

sábado, 26 de janeiro de 2008

"Trocando o padrão do tecido" *

Não é lá muito inteligente interromper um aprendizado, mas quando se trata de aprender a lidar consigo mesmo e com a vida, SEMPRE o fazemos, mesmo que isso seja menos inteligente ainda!
Retomo agora meu dever-de-casa, onde começava a aprender a ter segurança...
Segurança de mim mesma!
E hoje, conversando com uma amiga real neste mundo virtual, percebi, como num passe de mágica, que estou longe de ser a única a ter desenvolvido, em alguma fase da vida, a tal da "dependência emocional".
Sim, causa-me espanto! Afinal, as regras são básicas e parece tão óbvio:
-Não tenha autopiedade!
-Não dê tanta importância ao que as outras pessoas pensam de você!
-Não se prenda a pessoas ou coisas que te fazem mal!
-Não importa o quanto você ama alguém, você tem que se amar mais!
-Não! Aquele(a) idiota não merece você!
-Preocupe-se com você! Olhe-se no espelho e se ache linda(o)! Admire suas inúmeras qualidades, sempre! Orgulhe-se daquele debate que você se saiu bem, ou da música que você compôs, ou da crítica que escreveu...
Assim, será apenas agradável e não necessário que outras pessoas o façam, afinal elas devem fazer isso com você e não no seu lugar.
-Não, você não vai morrer se aquela pessoa não amar você!
-Você NÃO deve precisar de ninguém para saber o quanto é especial!
-Você NÃO pode "terceirizar" sua felicidade... Estar bem com você mesma(o) tem que depender de você! E caso alguém atrapalhe essa relação é porque definitivamente não cabe na sua vida (pelo menos não com a importância que você dá!)

Por que tantos "não's"? Simples! Porque tudo se trata do que você NÃO pode fazer!
Teoria simples e óbvia! Prática nem tanto assim...
Temos origens biológica, cultural, social e familiar para comportamentos como esses. E, para se livrar deles as pessoas não costumam encontrar um meio termo muito fácil e acabam criando defesas em comportamentos que vêm, invariavelmente, com "capas" divertidas e atrativas como "tocar o foda-se"! Nesta também a teoria é legal! Afinal, existem momentos em que o mais correto e salvífico ato é exatamente este: tocar o foda-se (literalmente ou não...). Arriscado é o uso indiscriminado da máscara "tô nem aí" onde o sujeito apenas magoa a si mesmo e o outro, que geralmente nada tem a ver com o motivo da decisão precursora da indiferença.

Encontre o seu meio termo!
Clarisse já dizia que "a salvação é pelo risco, sem o qual a vida não vale a pena"...
Evite apenas o sofrimento óbvio, mas não negligencie a própria felicidade por um medo que pode ser infundado. Se não der certo, segue a sugestão de roteiro:
1. Deixe que a tristeza dure tempo suficiente apenas para que você não volte a sentí-la.
2. Dê-se um tempo para reavaliar (veja bem: REAVALIAR e não, remoer: é bem diferente!).
3. Seja dura(o) com você mesma(o) por alguns instantes: só assim poderá repensar até que ponto a culpa é realmente do outro!
4. Bata a poeira dos joelhos... E siga em frente!
Ahhh!!! E veja bem se na sua bagagem não tem alguma mala de pedras, se tiver, deixe-as aí mesmo, quem, em sã consciência, carregaria pesos desnecessários numa caminhada?

Estou tentando encontrar meu meio termo, enquanto isso não acontece eu erro, caio, conserto, choro, esbravejo... mas sempre com a consciência de que o mundo não pára pra que eu aprenda!

(*) (vide Itamar Assumpão e Alice Ruiz em Milágrimas).

domingo, 25 de novembro de 2007

Medos

"E me via perdido e vivendo em erro sem querer me machucar de novo por culpa do amor"(Renato Russo)

Há muito falo sobre medo, mas nunca havia organizado meus pensamentos em texto. Eis minha tentativa:

As pessoas têm medo...
Claro! É um sentimento instintivo e necessário à sobrevivência.
O que me assusta não é o medo que leva a fazer coisas que não se acreditava ser capaz. Este medo é propulsor, sem ele não se descobre que se pode ir além.

O que me intriga, entretanto, é o medo mascarado que se esconde na relação com o outro.
É a ausência de entrega camuflada pela superficialidade:
"Não estou num bom momento para algo sério"

Mas... O que é um "bom momento"?
Ele chega algum dia?
Talvez um dia... Quem sabe...

E o que é "algo sério"?
Acho que deve ser muito sério, já que as pessoas parecem ter receio de ao menos pensar sobre isso.
Será que não se pode pensar o quanto o "sério" pode ser leve?

Apenas sei que o prazer da entrega é uma delícia.
Exige renúncias, sim... E é muito provável que aí esteja o fundamento do medo.
Desde muito cedo se aprende a ser egoísta demais para renunciar, doar, cuidar.
Cada um por si e o "por todos" é que se vire!
É sim, muito mais mais cômodo e fácil estar na superfície, mas vale lembrar que é na profundidade que estam os segredos, as surpresas, as emoções, as descobertas...
Na superfície se pode escapar muito mais fácil e praticamente sem riscos... é fato!
Mas não sei até que ponto é inteligente escapar de superfícies para superfícies sem nunca se deixar descobrir os reais prazeres de quem mergulha sem saber aonde vai dar...
Essa taquicardia, sim: é impagável!
Não se pode mergulhar a todo tempo, claro! Existem desconhecidos que preferivelmente devem permanecer desconhecidos.
Mas isso só aprende quem se deixa lançar no improvável...

E, acredite: existem os improváveis que serão eternos. E é por eles que todo o resto vale à pena!